O Estado dos Nossos Bancos

Nas palavras dos banqueiros portugueses, os bancos gozam sempre de uma saúde invejável, passam todos os testes e não necessitam de ajuda de ninguém. Só que isso são redondas mentiras. Por exemplo hoje corre o rumor que o bancos portugueses não passaram os testes de stress da Autoridade Bancária Europeia.

Mas as fraquezas dos bancos vêm de muito mais longe, devido fundamentalmente à falta de ética, à ganância e à pouca inteligência dos banqueiros portugueses, bem como à criminosa complacência do regulador. Sintomas do que estou a dizer são:

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Preencher um hemiciclo

Problema: fazer um gráfico representando a Assembleia da República, com o aspecto de um hemiciclo.

Este problema tem algumas particularidades:

  • O número de cadeiras é fixo. Por exemplo para as legislativas de 2011 temos 230 deputados;
  • O número de filas deve ser fixo. No caso da AR parece que temos 6 filas. No entanto o hemiciclo da AR a largura das cadeiras é pequena pelo que a distribuição fica relativamente compacta, para a representação em gráfico, optei por usar 8 filas;

Temos desta forma de encontrar a distribuição correcta de cadeiras por forma a termos 230 distribuídas por oito filas num hemiciclo.

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Piratas de Água Doce

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Há muitas formas de financiamento das coisas públicas. Quando pensamos nisso a primeira coisa que nos ocorre são os impostos e coisas como as portagens das SCUTS ou similares.

Há para além disto toda uma gama de taxas que nos são aplicadas de formas mais ou menos encobertas que muitas vezes nos passam completamente ao lado.

Na factura da EPAL de Novembro passado é referido que o custo da água consumida foi de 91 cêntimos, no entanto o valor final da factura foi de 8.19 EUROS, ou seja, em taxas, quotas de serviço, pagamento para saneamento e impostos paguei neste mês exactamente 900% do valor do bem consumido.


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A Grécia em apuros

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A comunicação social em Portugal vai fazendo o que o dono manda. Ignorando como pode o que se passa na Grécia, na Irlanda, na Islândia, em Espanha, etc, etc… Tudo o que tenha a ver com a luta dos cidadãos por uma solução justa para a crise financeira é simplesmente relegado para segundo plano.

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Estamos a ser lixados pelos bancos

No dia 6 de Junho, saiu um artigo na Bloomberg que confirma, preto no branco, que as ajudas dadas aos PIIGS não são mais do que artimanhas para sustentar os sistemas financeiros dos próprios PIIGS e do resto da Europa. Notem que este tipo de confirmação, para os que não estão muito dentro destes assuntos, é uma situação é inédita. Há uns meses atrás era absolutamente impensável um artigo como este sair na Bloomberg (em blogs e na imprensa “alternativa” já se conhece esta situação há anos, mesmo deste antes da crise).

Este artigo quer dizer por um lado que estamos de facto é a salvar os bancos da europa central e por outro, nas entrelinhas, começa-se a admitir que o sistema não tem capacidade de se regenerar desta crise. A saída passa então a ser a bancarrota.

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