Universo Espírito Santo – Acusação

Balcão do Banco Espírito Santo na Rua Augusta, Lisboa (2014).

Balcão do Banco Espírito Santo na Rua Augusta, Lisboa (2014)

A 14 de Julho foi tornada pública a acusação do “Caso BES”. A imprensa tem vindo a debitar partes desta acusação ao longo dos últimos dias. No entanto este é um documento importante para referência futura. Penso, por isso, que deve estar disponível na integra, livre para ser estudado e interpretado por todos, agora e no futuro.

Pode fazer o download na ligação seguinte:

2020-07-14 Despacho de Acusação BES

A Operação Marquês segundo a SIC

Nos últimos dias a SIC emitiu uma série de reportagens sobre a Operação Marquês. Ficam aqui, para vossa conveniência, essas reportagens:

2018-04-16 – Arguidos da Operação Marquês têm até 3 de setembro para pedir abertura da instrução

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Parabéns aos obrigacionistas seniores do Novo Banco que serão banqueiros!

O Novo Banco ainda não está muito bem capitalizado, ao que parece necessita de mais um aconchego. O Banco de Portugal, qual pai extremoso, nada nega. Os obrigacionistas sénior serão donos involuntários de parte do banco. Confirmação amanhã.

A Falência exótica do BES

Não percebo o motivo de tentarem encontrar soluções não testadas para a questão do BES. O BES, efectivamente, está a ir à falência, apenas o está a fazer de uma forma perigosa e não convencional.

Em termos de reputação o efeito é idêntico, está destruída a reputação do BdP e do BES nem se fala. Em termos de problemas na justiça, aposto, que a confusão ainda vai ser pior do que uma falência convencional dado que não temos um quadro de referência conhecido para lidar com as disputas que vão surgir por todo o lado. Em termos de protecção aos depositantes, os depositantes são os primeiros credores num banco, logo estariam protegidos, se assim não fosse então o buraco no BES ainda é maior do que o apregoado e, nesse caso não sabemos o que estamos a salvar e vai-nos ficar muito mais caro do que os seis mil milhões anunciados.

Ou seja, este “salvamento” é tudo menos a melhor solução. A melhor solução seria deixar os mercados funcionar. Se o banco tivesse de ir à falência seria imediatamente posto sob administração judicial (podia-se nomear perfeitamente a actual administração para o fazer, até podiam mudar o nome do banco para “banco bom”!). A seguir começava-se a quitar os credores de acordo com as regras conhecidas, em primeiro lugar os depositantes, depois os credores obrigacionistas, depois os obrigacionistas subordinados e, finalmente, os accionistas.

Que raio de mensagem se dá a um pequeno accionista que foi incentivado a participar no aumento de capital (autorizado pelo BdP) há tão pouco tempo? A mensagem que se dá é que estes senhores não fazem a mais pequena ideia do que estão a fazer. Não é de admirar, se assim não fosse a crise não se arrastaria à seis anos.

Conspiração contra o BES

Há alguma campanha montada para denegrir o Grupo Espírito Santo? Ou há fogo por baixo deste fumo todo?

Ontem saiu uma notícia no Público que aponta o envolvimento do presidente do BES Angola em esquemas de branqueamento de capitais. Lá teve o senhor Álvaro Sobrinho de pagar uma pequena fiança de 500 mil euros. Curiosamente a notícia já não estava na primeira página do Público on-line pela hora do almoço, mas não entremos em teorias da conspiração, o Grupo BES gasta muito em publicidade.

Há muito mais do que isto…

 
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