O TTIP do Pacifico não é melhor que o nosso

e igualmente anti-democrático…

O jornal La Republica do Peru publicou, em colaboração com a Wikileaks, informação sobre o capítulo sobre investimento do TPP (Acordo de Parceria Trans-Pacífico).

Neste capítulo especifica-se que as companhias poderão processar os estados quando estas perdem lucros, ou a expectativa de lucros futuros devido a conflitos sociais ou mudanças nas leis de saúde pública ou ambientais de um dado país.

Tanto o TPP como o TTIP têm sido negociados de forma pouco transparente. Os cidadãos não têm acesso aos documentos de trabalho, os próprios deputados europeus (no caso do TTIP) não têm acesso fácil aos documentos de trabalho. Já o mesmo não se pode dizer do lobistas e empresas, que têm acesso directo e até fazem sugestões sobre os conteúdos.

Pode obter mais informações sobre o TTIP em:

Wikileaks publica novo seguro de vida

Em 2010 a Wikileaks pediu para copiarmos um misterioso ficheiro, encriptado, com cerca de 1.4GB de tamanho. Chamou a esse ficheiro um seguro na medida em que a chave necessária para o desencriptar seria divulgada caso alguma coisa acontecesse a Julian Assange ou à própria organização. Mais tarde a chave criptográfica acabou por ser divulgada, altura em que se obteve acesso integral ao conteúdo do arquivo.

A Wikileaks voltou a divulgar 3 ficheiros seguro de vida. Com um tamanho total de mais de 400GB. Sobre o conteúdo nem uma palavra. Se tiver o mesmo impacto que o Cablegate teve, estamos perante o inicio de uma história muito importante.

[Correcção depois do corte]

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Pré-crime agora chama-se TrapWire

A ficção mistura-se com a realidade

Esta notícia não está a ser praticamente coberta pelos meios de comunicação social, a não ser pelo ângulo do ataque aos servidores da wikileaks. O ataque é interessante, mas o que o ataque está a querer ocultar é muito mais.

Estamos a ser vigiados minuto a minuto. Muitas das nossas acções são registadas: quando entramos num transporte público, quando conduzimos um automóvel, quando somos filmados por câmaras de vigilância, quando fazemos transacções com cartões de crédito (ou débito!), quando fazemos um telefonema, recebemos um sms, ou quando enviamos um mail. Não esquecer também as redes sociais onde pessoas sem noção do valor da informação partilham dados pessoais, por vezes ao minuto e, claro, todos os sites que visitamos, as páginas que consultamos, a que horas o fazemos e desde onde.

Todo este mar de informação, quando considerado em partes isoladas, é absolutamente inócuo. No entanto, se imaginarmos um sistema, uma máquina, que agregue toda esta informação, submetendo-a a um tratamento adequado, fazendo cruzamentos de informação entre bases pertinentes, armando-se das probabilidades condicionadas por mil eventos, então… Então talvez seja possível prever o futuro.

O grande problema é que a máquina existe, está a funcionar, chama-se TrapWire

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Os Ficheiros Sírios

Podemos não concordar com os métodos da Wikileaks, mas sem dúvida que a transparência, o acesso aos “segredos” dos governos, é a única forma dos cidadãos controlarem os seus destinos. A Wikileaks começou a disponibilizar mais de dois milhões de emails, tão comprometedores para o governo sírio como para os seus opositores. Clique na imagem para aceder ao site dos Ficheiros Sírios.

Internet censurada em Espanha, a partir de Março

Não será bem como sugiro no título, o apagar das liberdades não se faz de um momento para o outro, mas a Lei Sinde que entra em vigor em Espanha em Março, é um passo nessa direcção (pode ler também o apontamento do Público). É também um passo completamente inútil para estancar o download de conteúdos protegidos com direito de cópia.

Poder-se-á, por outro lado, revelar muito mais eficiente para travar e atenuar fenómenos como este:

 
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