CMB Contratou 29,3 Trabalhadores para Tadim

Aqui está um caso a investigar. Uma pequena busca demonstra que estes valores são obscenos e inexplicáveis.

Freguesia de Tadim

pornografia-1Segundo notícia hoje publicada pelo Diário do Minho, a CM Braga paga uma renda de 14,225 euros por mês ao empreiteiro que “construiu” o relvado sintético (sendo que o campo existe há já várias décadas, e sem rendas). Ora, aceitando que não se trata de uma gralha, a este valor absolutamente pornográfico equivale dizer que a CMB – e convém destacar o papel ali desempenhado por Mesquita Machado durante 37 anos – “contratou” para Tadim 29,3 funcionários (salário mínimo nacional = 485 euros).
Simplificando: em Tadim gasta-se 1 salário/dia para o usufruto do campo sintético.

Ao fim de um ano, falamos de 170,700 euros. O contrato é de quantos anos?

Adenda: segundo o Correio do Minho de 28 de Dezembro de 2013, “este é um compromisso que se estende por um período de 25 anos.
Ora, isto são 170,700 euros x 25 = 4.267,500 euros.
Se…

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Os bancos não são pessoas de bem: JPMorgam paga 9000 milhões para não ser processado

Os maiores bancos norte americanos têm pago avultadas multas devido ao seu comportamento predatório e inconsciente que ajudou a mergulhar o mundo na actual crise. As multas são grandes e parece que a justiça está a ser feita. No entanto não é bem assim, os montantes apesar de serem muito elevados não passam de trocos para estes bancos e, muito pior que isso, os crimes que foram perpetrados são escondidos, os bancos conservam por isso, até certo ponto, a sua aura de credibilidade e honra, onde não existe um átomo dessas qualidades. Além disso, as pessoas culpadas destes crimes safam-se sem um arranhão, muitas vezes recebem até bónus e, até os mais estúpidos entre eles, percebem que o crime compensa. Que incentivo têm para agir de outra forma? Quem faz uma aposta em como estes criminosos não vão reincidir? – Só um louco. Mas é exactamente o que as autoridades americanas e europeias têm feito e estão a fazer. Apostam que agora os banqueiros se vão comportar. Não admira que depois de seis anos de crise não haja luz ao fundo do túnel.

Matt Taibbi, da Rolling Stone, faz mais uma denúncia das práticas fraudulentas e mostra como foram varridas para debaixo do tapete, mostra como as próprias autoridades colaboram em toda esta fantochada. O padrão é conhecido

Acabou a guerra no Afeganistão

Aposto que não deram por ela!

A guerra vai acabando de mansinho, talvez para facilitar o retorno quando for mais conveniente.

Bases da NATO no Afeganistão passam para o exército do país Cache

  • Data: 2014-10-26 16:18
  • Fonte: Público
  • Autor: Redacção
Foi um “dia histórico” que assinala o início do fim da presença coligação internacional e da guerra contra os taliban. O desafio agora é de Cabul. Ao fim de treze anos, as bandeiras norte-americana e britânica foram arrumadas nas duas bases da coligação internacional da NATO no Afeganistão. A cerimónia assinala o fim iminente da missão, mas a retirada dos militares não vai ser feita de imediato. As duas bases militares no Sudoeste do país, Camp Leatherneck e Camp Bastion, passam agora para a administração afegã do Presidente recém-eleito, Ashraf Ghani.

Como Copiar o DRE – versão de 2006

ATENÇÃOEm Setembro de 2014 a Casa da Moeda alterou o site do DRE pelo que as notas que constam neste post já não são válidas. Mantêm-se o post para memória futura.

Em Dezembro de 2008 demos inicio a um projecto “tretas.org“. O objectivo principal deste projecto é a recolha de informação de fontes confiáveis, ou pelo menos que tenham um mínimo de escrutínio, sobre o que se vai passando em Portugal a nível da corrupção, do envolvimento dos políticos em negócios menos claros, sobre o desperdício na administração do estado, etc.

Partimos da premissa que a informação está de uma forma geral disponível, nos jornais, na legislação, nos documentos oficiais e que esta necessita apenas de ser reunida e analisada de uma forma crítica para podermos formar um panorama muito aproximado ao que se passa na realidade. Pretendemos que esta recolha e interpretação da informação se faça de forma independente dos ciclos políticos e que, finalmente, seja apresentada de uma forma fácil de acompanhar.

É claro que uma actividade como esta não é nada de novo, as empresas de cliping existem para isto mesmo. No entanto o cidadão comum não tem possibilidades na sua vida diária de analisar a fundo um dossier como por exemplo o Caso dos Submarinos que tem a sua génese quase há 15 anos, em 1998, com inúmeras ligações a várias pessoas e organizações. E ainda menos possibilidades tem de pagar a um terceiro para que este o faça por ele. Com este projecto, um resumo fácil de acompanhar fica à distância de um clic. Consegue-se desta forma anular alguma da desvantagem em termos de acesso à informação que os cidadãos têm em relação aos políticos, aos partidos e às grandes empresas. Pensamos que é uma ferramenta necessária.

No decorrer desta actividade rapidamente percebemos a necessidade de aceder a documentos vertidos nos Diários da República. Infelizmente o site do Diário da República Electrónico tem problemas de utilização que o tornam quase inútil para o utilizador comum a menos que tenha o número do documento desejado. Ora, justamente, a maior parte das vezes procuram-se documentos sobre um dado assunto sem sabermos o número do mesmo.

Assim fomos levados a desenvolver nos últimos meses um scraper de parte do Diário da República Electrónico. Neste momento a base de dados conta com mais de trezentos mil documentos, entre leis, decretos lei, avisos, etc. Pode consultar o resultado deste esforço no seguinte endereço:

dre_tretas

http://dre.tretas.org/

Os objectivos iniciais eram:

a) Conseguir aceder ao site usando o nosso scraper;
b) Identificar a página de cada documento;
c) Guardar a informação recolhida numa base de dados.

Ou seja, tínhamos que aprender a copiar o DRE…

Os documentos estão disponíveis através de um sub-sistema do dre.pt, designado como “Digesto”, disponível no seguinte endereço a partir da página principal do DRE:

As nossas dificuldades começaram imediatamente. Quando clicamos na ligação “Diplomas no Digesto” somos redireccionados para um endereço diferente daquele em que clicamos. Pior que tudo, o endereço que obtemos está de alguma forma ligado a uma sessão no servidor. É fácil de verificar isso, se clicarem aqui, serão redireccionados para um endereço do tipo:

Deverão obter um diálogo de busca parecido ao seguinte:

digesto-01

Se repararem no endereço onde vão parar, a certa altura, temos uma secção com caracteres aparentemente aleatórios entre parêntesis, neste caso a cadeia gerada foi: (S(k3mihealwspomeb3acne5sij)). Esta cadeia parece identificar a referida sessão. Experimentem agora a modificar um carácter e a recarregar a página. Vão obter:

digesto-02

Esta é uma mensagem que aparece muitas vezes no dre.pt.

Evidentemente, o passo seguinte será extrair esta cadeia de caracteres para pudermos aceder de alguma forma aos documentos.

Se obtivermos a página para onde o endereço 1 aponta (usando por exemplo a ferramenta wget), verificamos que somos redireccionado para o endereço:

Estranhamente, este endereço ainda não corresponde ao endereço 2. De facto, se acedermos a este endereço, é-nos devolvido um código http 302, este é um código de redireccionamento, neste caso para:

Já conseguimos, neste ponto, obter a nossa cadeia de caracteres! Mas ainda não temos o endereço 2. Na realidade obtivemos ainda outro código http 302 antes de chegarmos à página da pesquisa. Somos redireccionados três vezes antes de chegar ao destino.

Estamos prontos a começar a descarregar os documentos a partir do dre.pt. O endereço de cada documento é do tipo:

Se repararmos, o único parâmetro usado é o claint, que é um valor inteiro. Assim o que fizemos foi começar com o documento com claint=1 e continuar dai para a frente, até não termos mais documentos. Pelo menos pensámos que iria ser assim. Quase imediatamente começámos a obter erros.

Um dos erros era fácil de ultrapassar, se à primeira não conseguíamos obter o documento, então tentávamos uma e outra vez até conseguirmos descarregar
o ficheiro (estabelecemos 5 tentativas como limite a partir do qual desistíamos do documento). Em 305982 documentos, falhámos desta forma a leitura de 2393 o que, tendo em conta o dre.pt, é bastante bom (vamos em breve tentar obter estes documentos que faltam, poderão ou não existir na base de dados).

Já o segundo problema com que nos deparámos, foi mais surpreendente. Notámos que o nosso endereço para obtenção dos documentos cessava de funcionar ao fim de um certo tempo (se obtiver um documento e o for consultar no outro dia, este já não vai funcionar). Os endereços que apontam para o resumo dos documentos pura e simplesmente deixavam de funcionar.

digesto-03

Isto tem a consequência de tornar estes endereços inúteis e, claro, estorvava o nosso esforço para copiar o DRE. Facilmente se ultrapassou este problema definindo um período de tempo ao fim do qual se obtém uma nova sessão.

Resolvido este último problema, o processo de obtenção dos dados decorreu sem percalços de maior.

O trabalho que tivemos ilustra de uma forma categórica a dificuldade que os cidadãos têm em aceder aos dados do estado, ou seja, aos seus próprios dados. Esta é uma situação insustentável numa sociedade que se queira aberta e democrática.

Toda a informação do estado, passível de estar disponível publicamente, devia idealmente ser acessível usando interfaces simples quer para utilizadores humanos quer para ferramentas de análise e processamento de dados. Desta forma seria o cidadão a decidir a forma de utilização da informação.