Estado já usou 19,5 mil milhões para ajudar os bancos

  • Data: 2015-09-16 18:11
  • Fonte: Público
  • Autor: Luís Villalobos
Montante foi aplicado entre 2008 e 2014, segundo uma análise do BCE. Desde o início da crise financeira, em 2008, até ao final do ano passado, o valor dao apoios do Estado português aos bancos atingiu 11,3% do PIB, ou seja, cerca de 19,5 mil milhões de euros. Os cálculos, feitos pelo Banco Central Europeu e apresentados num estudo divulgado esta quarta-feira, mostram que, entre os países da zona euro com intervenções neste sector, Portugal foi o quinto que aplicou mais dinheiro em proporção da riqueza que produz (tendo por base o PIB do ano passado).

Estado já usou 19,5 mil milhões para ajudar os bancos Cache

Ainda sobre o HSBC

Entrevista com Hervé Falciani de onde originou o caso “Swiss leak”. Discute-se o papel da CIA no acesso aos dados do HSBC, mostra-se um pouco do sistema mafioso instalado pela finança e a forma como é utilizado para corromper a classe política.

Governo quer limpar balanços dos bancos para “libertar crédito para as empresas”

Que fique bem claro, o estado prefere subsidiar os bancos a criar o tão anunciado banco de fomento… Os bancos, se não estão insolventes emitam muito bem…

  • Data: 2014-03-09 23:46
  • Fonte: Jornal de Negócios
  • Autor: Jornal De Negócios Online
O Ministério da Economia está a preparar uma forma de retirar activos dos bancos, designadamente empréstimos a empresas públicas e imobiliário, como forma de “libertar crédito para as empresas”. A preocupação do Governo é “reanimar e injectar dinamismo na economia”, explica Leonardo Mathias. O secretário de Estado-adjunto da Economia está a preparar “numa forma de transmissão de activos que estão nos bancos, para potenciar a recuperação da economia portuguesa”, revelou Leonardo Mathias ao “Diário Económico”.

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Os bancos são pessoas de bem?

Vale a pena ler o artigo do José Gomes Ferreira. Os bancos usam todos os esquemas possíveis para não reconhecerem as imparidades nos seus livros:

Após a ameaça, o banco financiador da empresa de construção que tinha integrado no seu património o terreno de Mafra pediu a liquidação da empresa. Mas como sabia que a empresa não tinha meios nem património para pagar a dívida, a administração ordenou que o próprio banco se apresentasse na venda do activo em execução. E o valor que o comprador quis pagar foi – um milhão de euros por um terreno que vale 20 mil euros! Para que a empresa em liquidação entregue esse dinheiro ao banco credor, que o recebe de volta e de caminho fica com um terreno avaliado em milhão de euros a favorecer o seu balanço. Um bem que, como vimos vale apenas 20 mil euros, mas desta forma o banco não tem de reconhecer a perda de 980 mil euros com a falência da empresa. A mesma fonte garante-me que este banco está a usar o expediente em larga escala, em muitos outros casos, no valor de muitas dezenas ou até centenas de milhões de euros.

Quando o fizerem vai-se ver que a maior parte dos bancos estão insolventes.

Mais de metade do endividamento público para apoiar a banca

Os bancos vão ser sem dúvida a nossa perdição. Na ânsia irracional de tentar salvar o que está para além de qualquer possibilidade de salvamento, vamos asfixiar o país ultrapassando todos os limites. Vamos com isto matar a economia e a possibilidade de retoma nos próximos anos.

O problema é termos bancos que estão longe de ser pessoas de bem. Os negócios da esfera privada em Portugal sofrem igualmente com a corrupção generalizada. Os próprios bancos têm critérios de amiguismo e por vezes de algo mais para concederem os créditos. E, finalmente, muitos dos activos inscritos nos livros dos bancos estão avaliados de forma surreal.

O mecanismo que vai governar a nossa perdição é bem simples. Os bancos alavancam o seu capital, como contrapartida disso inscrevem nas suas contas activos sobre avaliados. Por exemplo, imaginem que querem construir um bloco de apartamentos em Lisboa, contraem um empréstimo de 100 milhões de euros e dão como garantia o terreno e os próprios apartamentos. O banco inscreve nas suas contas os 100 milhões dado que estão garantidos. Mas na prática os apartamentos não se vendem, até porque o próprio banco não empresta dinheiro (dado que já não tem crédito ele mesmo) e por isso o empréstimo não é pago. Logo o valor real dos apartamento é zero. Para não assumir estas perdas o banco vai protelar o máximo possível o assumir do problema. Mas, em todo o caso, vai ter de pagar os seus próprios empréstimos. Neste ponto entram os contribuintes, entram os orçamentos rectificativos…

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