Campanha de difamação dos transportes?

A estratégia para as empresas de transportes públicos parece ser mandar uma quantidade de poeira incrível para o ar para, na confusão gerada, o governo conseguir fazer passar as suas “políticas” com tranquilidade (coloco políticas entres aspas porque cada vez mais, as medidas deste governo, se parecem com dogmas, muitas vezes surreais).

Uma dessas ideias foi comunicada pelo ministro Álvaro numa audição parlamentar de triste lembrança, nas chamadas linhas orientadoras do PET, no oitavo slide, pode-se ler:

 

Metro de Lisboa. Encargos com juros. 101M. Passivo 1.372M. Oferta superior à procura em 400%

 

A desinformação é tanta que, confesso, na altura nem sequer liguei a esta questão da “oferta superior à procura em 400%“. Esta é uma das características da propaganda dos nossos governos: é insidiosa, vai fazendo chegar até nós informação desenquadrada, não completamente falsa. É com esta informação fragmentada que depois, nós tomamos decisões, isto não é uma atitude de boa fé, de pessoas de bem.

Neste caso descobri a verdade, mais completa e enquadrada, no excelente artigo: A novela do PET em 16 de Outubro de 2011, o dia seguinte ao dia dos indignados do blog fcsseratostenes.

 

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Ironia do Metro de Lisboa

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Goze a viagem? Estão a gozar com quem?

Reparei nesta decoração numa carruagem do Metro de Lisboa, paga pelo Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações. Não deixa de ser irónico se tivermos em conta os rumores que andam a circular.

Papandreou quer referendar plano

Há poucos minutos a Bloomberg noticiou que George Papandreou, primeiro ministro grego, defende que o novo empréstimo e o default controlado de 50%, terão de ser submetidos a um referendo.

Parece que as horas extraordinárias da última Quarta poderão não ter servido para nada.

Aguardam-se desenvolvimentos.

Outro Hipócrita

Ângelo Correia sobre os “Direitos Adquiridos”, os dele, sagrados, os dos outros, nem tanto.

Pode ler a biografia deste grade estadista aqui. Infelizmente não nos faltam homens desta estatura na vida política nacional.

Não percebo nada disto!

Da cimeira do dia 26 resultaram dois documentos, já traduzidos para português, os documentos são:

Se lermos estas magras 17 páginas (fraco resultado para uma maratona de 10 horas), vamos descobrir que, em relação à Grécia, se pretende diminuir a dívida grega para 120% do PIB até 2020. Para isso contam com uma cessação de pagamentos parcial de 50% da dívida detida por investidores privados.

Este é um default muito interessante na medida em que não vai despoletar os contratos de CDS. Na minha perspectiva isto deveria aumentar o risco de emprestar a estas economias – se eu faço um seguro para me proteger do risco e depois em face do desastre sou persuadido a não accionar o seguro, tenho de me sentir exposto à intempérie.

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