Síria: a política dos EUA

Em 2 de Março de 2007 o General Wesley Clark (reformado) deu uma entrevista ao programa “Democracy Now!”. Nesse programa descreveu a política externa dos EUA despida da retórica que a costuma acompanhar.

Toda a entrevista assenta com uma luva à situação que se está a viver na Síria.

Evidentemente existem mais dimensões a explorar na política dos EUA. Ficará para outra vez.

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Síria: a política dos pipelines

As ameaças dos EUA à Síria têm muito pouco a ver com os alegados ataques químicos. E muito a ver com os interesses de cada um dos actores deste drama.

As guerras são sempre selvagens. Esta guerra parece-nos ainda mais selvagem devido à proliferação de vídeos a retratar as mais variadas atrocidades. Atrocidades essas perpetradas tanto pelos rebeldes, como pelas tropas leais ao governo. Nenhum dos lados é merecedor de qualquer tipo de confiança e muito menos de apoio, isto é, se quisermos ter uma consciência tranquila.

A Síria é composta por inúmeras etnias/facções, muitas delas dispostas a lutar entre si se não houver um homem forte que as mantenha em cheque. O afastamento de Assad do poder é garantia quase absoluta que o país vai mergulhar no caos.

Composição étnica da Sìria

Composição étnica da Síria (clique para aumentar, imagem grande!)

Tendo em conta que a mudança de regime está fora de questão, quais são os interesses de cada actor neste drama?

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Os Ficheiros Sírios

Podemos não concordar com os métodos da Wikileaks, mas sem dúvida que a transparência, o acesso aos “segredos” dos governos, é a única forma dos cidadãos controlarem os seus destinos. A Wikileaks começou a disponibilizar mais de dois milhões de emails, tão comprometedores para o governo sírio como para os seus opositores. Clique na imagem para aceder ao site dos Ficheiros Sírios.