Pré-crime agora chama-se TrapWire

A ficção mistura-se com a realidade

Esta notícia não está a ser praticamente coberta pelos meios de comunicação social, a não ser pelo ângulo do ataque aos servidores da wikileaks. O ataque é interessante, mas o que o ataque está a querer ocultar é muito mais.

Estamos a ser vigiados minuto a minuto. Muitas das nossas acções são registadas: quando entramos num transporte público, quando conduzimos um automóvel, quando somos filmados por câmaras de vigilância, quando fazemos transacções com cartões de crédito (ou débito!), quando fazemos um telefonema, recebemos um sms, ou quando enviamos um mail. Não esquecer também as redes sociais onde pessoas sem noção do valor da informação partilham dados pessoais, por vezes ao minuto e, claro, todos os sites que visitamos, as páginas que consultamos, a que horas o fazemos e desde onde.

Todo este mar de informação, quando considerado em partes isoladas, é absolutamente inócuo. No entanto, se imaginarmos um sistema, uma máquina, que agregue toda esta informação, submetendo-a a um tratamento adequado, fazendo cruzamentos de informação entre bases pertinentes, armando-se das probabilidades condicionadas por mil eventos, então… Então talvez seja possível prever o futuro.

O grande problema é que a máquina existe, está a funcionar, chama-se TrapWire

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Televigilância e os Porcos

Acabei de ouvir um debate sobre a utilização de câmaras vídeo de vigilância nas cidades portuguesas no programa “Quadratura do Circulo” da SIC Notícias (eu lincava a página do programa, mas parece que a SIC desistiu dessas modernices, se souberem onde anda a dita página, avisem-me por favor!).

Não interessam muito as posições de cada um dos comentadores. Perderam-se em considerações sobre a legalidade e a salvaguarda dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos. Todos foram eloquentes, todos falaram muito bem.

O problema é terem todos esquecido a pergunta mais importante:
 

Estes sistemas funcionam realmente?

 
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