Os bancos não são pessoas de bem: Os documentos HSBC

Inúmeros documentos foram obtidos pela imprensa no que constitui uma das maiores fugas de informação do sector bancário. As histórias começaram ontem a ser publicadas por vários jornais, entre eles o The Guardian.

Nestes documentos contam-se histórias de fraude, de más práticas, de planeamento e ajuda à fuga aos impostos, enfim, de crimes contra os cidadãos.

Por exemplo, um banco subsidiário do HSBC tinha práticas tão edificantes como as seguinte:

  • Permitia aos clientes levantarem enormes quantidades de dinheiro sem fazer qualquer tipo de controlo;
  • Nos seus materiais de marketing anunciava a fuga aos impostos como serviço prestado;
  • Aceitava manter contas escondidas das autoridades tributárias;
  • Aceitava criar contas para criminosos internacionais.

O link que faço neste artigo é apenas a peça inicial sobre mais este escândalo, nos próximos dias ficaremos a saber mais.

Os bancos não são pessoas de bem: JPMogan paga mais uma multa

Vários bancos participaram durante anos num esquema para obter lucros indevidos através da manipulação do valor das moedas no mercado de compra e venda de moeda.

Hoje a Reuters noticia que o JPMorgan concordou em pagar 99.5 milhões de dólares para fazer desaparecer algumas acusações. É claro que um valor destes é um mero erro de arredondamento para um banco como o JPMorgan. Mais uma vez as autoridades deixam os culpados escapar.

No mínimo todos os ganhos ilícitos deveriam ser devolvidos e em cima disso o banco deveria pagar uma multa suficiente para fazer pensar duas vezes os respectivos administradores antes de perpetrarem actos criminosos. Penas de prisão para os envolvidos directamente e para os responsáveis também não me parece descabido.

Os bancos não são pessoas de bem: Credit Suisse acusado de fraude nos Estados Unidos

  • Data: 2014-12-26 12:29
  • Fonte: Público
  • Autor: José Manuel Rocha
Banco cometeu irregularidades na venda de produtos financeiros e arrisca penalizações de 10 mil milhões de dólares O banco Credit Suisse arrisca pagar multas e indemnizações a clientes no valor de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8200 milhões de euros), no âmbito de uma acção que corre nos tribunais de Nova Iorque e em que a instituição é acusada de fraude na venda de produtos financeiros tóxicos antes da recessão de 2008/2009.

Pode ler no Público: Credit Suisse acusado de fraude nos Estados Unidos Cache

Os bancos não são pessoas de bem: JPMorgam paga 9000 milhões para não ser processado

Os maiores bancos norte americanos têm pago avultadas multas devido ao seu comportamento predatório e inconsciente que ajudou a mergulhar o mundo na actual crise. As multas são grandes e parece que a justiça está a ser feita. No entanto não é bem assim, os montantes apesar de serem muito elevados não passam de trocos para estes bancos e, muito pior que isso, os crimes que foram perpetrados são escondidos, os bancos conservam por isso, até certo ponto, a sua aura de credibilidade e honra, onde não existe um átomo dessas qualidades. Além disso, as pessoas culpadas destes crimes safam-se sem um arranhão, muitas vezes recebem até bónus e, até os mais estúpidos entre eles, percebem que o crime compensa. Que incentivo têm para agir de outra forma? Quem faz uma aposta em como estes criminosos não vão reincidir? – Só um louco. Mas é exactamente o que as autoridades americanas e europeias têm feito e estão a fazer. Apostam que agora os banqueiros se vão comportar. Não admira que depois de seis anos de crise não haja luz ao fundo do túnel.

Matt Taibbi, da Rolling Stone, faz mais uma denúncia das práticas fraudulentas e mostra como foram varridas para debaixo do tapete, mostra como as próprias autoridades colaboram em toda esta fantochada. O padrão é conhecido

Os bancos não são pessoas de bem: 5 bancos multados em 4250 milhões de dólares

Mais um escândalo no mercado de divisas que não chegará às primeiras páginas dos jornais nacionais, não será discutido e sobre o qual os comentadores não comentarão…

Edição: notícia no “The Guardian”.

Another one bites the dust…


Depois do Barclays se ir embora
, é agora a vez do BBVA sair de Portugal.

Tudo sinais de recuperação! 😦

Estamos a salvar os bancos?

Parece que sim:

Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães Cache

  • Data: 2014-05-11 08:10
  • Fonte: Público
  • Autor: Isabel Arriaga E Cunha
É incorrecta a narrativa que os alemães contaram a si próprios de que a crise do euro teve a ver com o Sul a querer levar o dinheiro deles, diz ex-conselheiro de Durão Barroso. Philippe Legrain, foi conselheiro económico independente de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, entre Fevereiro de 2011 e Fevereiro deste ano, o que lhe permitiu acompanhar por dentro o essencial da gestão da crise do euro. A sua opinião, muito crítica, do que foi feito pelos líderes do euro, está expressa no livro que acabou de publicar “European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess”.

Leia no link seguinte o artigo completo: Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães Cache

É claro que isto não é novidade nenhuma, era evidente que era isto que estava a acontecer desde o principio. Nem sequer é muito original. Um conselheiro da Sra. Merkel já tinha dito exactamente a mesma coisa acerca da ajuda, directa, aos bancos espanhóis.

Raios! Até os nosso pundits sabem o que se está a passar…

Banco de Portugal, registo de competência

Multa de 4 milhões a Rendeiro pode estar parcialmente prescrita Cache

  • Data: 2014-03-12 07:30
  • Fonte: Expresso
  • Autor: Rui Gustavo
Defesa do banqueiro recorreu da decisão do Banco de Portugal. Argumentação do do presidente do BPP é semelhante à que Jardim Gonçalves usou para escapar a multa de um milhão de euros no caso BCP. O Tribunal de Santarém, especializado em questões de concorrência e regulação – já tem em mãos o recurso de João Rendeiro, fundador do Banco Privado Português, multado em quatro milhões de euros pelo Banco de Portugal por várias ilegalidades quando geria a instituição financeira. No recurso, a defesa do banqueiro alega que parte das irregularidades que levaram à condenação já estão prescritas.

Processo BCP que prescreveu esteve mais de cinco anos no Banco de Portugal Cache

  • Data: 2014-03-13 09:47
  • Fonte: Sol
  • Autor: Redacção
O Conselho Superior da Magistratura explicou hoje que o procedimento contra-ordenacional, visando dirigentes do BCP, declarado prescrito quanto a Jardim Gonçalves, esteve cinco anos e cinco meses no Banco de Portugal, antes de ser remetido para os tribunais.

Oliveira Costa pede prescrição no caso BPN Cache

  • Data: 2014-03-15 09:00
  • Fonte: Expresso
  • Autor: Anabela Campos E Isabel Vicente
Depois de Jardim Gonçalves e João Rendeiro, o fundador do BPN e outros arguidos no caso do Banco Insular também pediram a prescrição parcial das contraordenações, aplicadas pelo Banco de Portugal e que estão em julgamento.