O Estado dos Nossos Bancos

Nas palavras dos banqueiros portugueses, os bancos gozam sempre de uma saúde invejável, passam todos os testes e não necessitam de ajuda de ninguém. Só que isso são redondas mentiras. Por exemplo hoje corre o rumor que o bancos portugueses não passaram os testes de stress da Autoridade Bancária Europeia.

Mas as fraquezas dos bancos vêm de muito mais longe, devido fundamentalmente à falta de ética, à ganância e à pouca inteligência dos banqueiros portugueses, bem como à criminosa complacência do regulador. Sintomas do que estou a dizer são:

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Mil Milhões para os Bancos

Os bancos já têm garantidos mil milhões até ao fim do mês. Se os políticos que temos estivessem interessados em ter uma campanha eleitoral para informar os cidadãos, então este seria seguramente um dos pontos em discussão – dadas as circunstâncias, talvez o único ponto em discussão. Em vez disso perderam-se em agitar bandeirinhas, pequenos insultos, chicanas políticas e outros jogos de crianças, tratando o cidadão eleitor como débil mental. O PS/D + PP tentou a todo o custo iludir esta questão. Afinal que interessa para umas eleições a política económica e social dos próximos anos? – Para os políticos, absolutamente nada.

Assim, porquê tanta pressa em disponibilizar o dinheiro aos bancos? – que ainda há pouco diziam estar perfeitamente capitalizados. – O motivo é simples, os bancos portugueses estão falidos, e não sou eu quem o diz, é o próprio governo. Se lerem o Memorando de Políticas Económicas e Financeiras, ontem divulgado pelo FMI, mas que já era do conhecimento público há muito tempo, poderão ler:

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Lista de medidas de austeridade

O J. Mário Teixeira fez uma série de perguntas inocentes que não vão ter resposta pelos responsáveis desta trapalhada onde o país está metido.

Para que não reste o mais mínimo resquício de dúvida, sobre quem estou a falar, declaro desde já que estou a referir-me ao PS/D – duas faces da mesma moeda.

Como os dirigentes destes partidos não têm formação nem técnica, nem política para lidar com o problema em que estamos metidos vão fazer apenas o que sabem fazer, isto é, roubar cada vez mais o povo português. E até estão com sorte, não necessitam de usar a imaginação, basta copiar o que os Gregos têm feito com tanto sucesso.

A seguir ao corte podem encontrar a lista de medidas aplicadas pelos Gregos. Esta lista foi traduzida a partir de:

 
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Porreiro pá! Vamos ficar sem governo…

É quase universal o descontentamento com esta simulação de governo que temos. Julgo que não há uma pessoa sensata que não esteja farta do Sócrates, dos estudos dele e de todas as histórias de incompetência, corrupção e exercício de mesquinhos poderes que aparecem todos os dias. Por isso eu também estou feliz por nos livramos desta troupe, e quanto mais cedo melhor.

No entanto não oiço ninguém falar no que vamos fazer a seguir. Eu, pela minha parte, não vejo muitas soluções.

Eis como eu entendo o problema em que estamos metidos:

Somos um país que vive acima das suas possibilidades há décadas. Já tive oportunidade de ilustrar isso num post aqui no Aventar. Esta situação é sempre insustentável, o crescimento económico apenas pode mitigar a situação.

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O elefante na sala

As pessoas estão fartas dos políticos e das suas cantigas de embalar. Da esquerda à direita vemos todos os dias aparecerem novos casos que provam, sem sombra de dúvida, que a nossa classe política vive cada vez mais apenas para ela mesma. Desligada das necessidades e sentimentos daqueles que supostamente são a sua razão de ser, os eleitores e demais cidadãos pelos quais são responsáveis. Os políticos preferem chafurdar no pântano da pequena política, preferem o golpe mesquinho que lhes dá uma um pequenino ganho material, preferem representar “O Padrinho“.

Estas últimas eleições presidenciais são exemplo disso:


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Retratos Directos

O base.gov.pt é um manancial de informação sobre a forma como os nossos governantes desbaratam o erário público. Já sabemos que se gastam milhões em festas e enchidos. Mas nem tudo é dinheiro desperdiçado, para benefício das artes também existem adjudicações directas!

O retrato que reproduzo neste post, de Sua Excelência Tenente General Fernando Manuel Paiva Monteiro, comandante da Academia Militar custou a módica quantia de 17 150 euros. Coisa pouca para ilustração dos nossos garbosos militares.

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