Medidas Anti-crise: Eliminação dos Subsídios de Férias e de Natal

Este governo (e os governos anteriores) mostra uma aversão incompreensível à tomada de decisões que tenham impactos económicos visíveis. O mesmo pudor é aparente em relação a medidas que melhorem a máquina do estado, ou que enfraqueçam os interesses instalados. Parece que têm também preguiça em desenhar e implementar medidas. O amigo Álvaro parece sofrer muito deste torpor.

A lista de medidas anti-crise é longa e cheia de insucessos. Desde 2008 são tomadas medidas torpes, muitas vezes contra a própria economia. Parece ainda pensar-se que temos hipóteses de competir via o abaixamento dos salários, como se estivéssemos numa corrida para ver que consegue ser mais miserável e como se tivéssemos alguma hipótese de ganhar essa corrida.

Uma medida muito simples que o governo podia tomar, com grande impacto económico, seria a eliminação pura e simples dos subsídios de férias e Natal. Obviamente que isso não implicaria o abaixamento dos salários, simplesmente aumentava-se em um sexto o salário mensal médio (será o mesmo que pegar no salário bruto e dividir por doze para obter o salário mensal, em vez de 14 como agora fazemos) e deixava-se de pagar os subsídios. O trabalhador não perdia um tostão.

 
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Hoje dá na net: Oil, Smoke and Mirrors

Oil, Smoke and Mirrors, documentário onde se retrata a crise energética actual e como esta molda a política externa das nações. Mostra-se especificamente como a “guerra ao terror” não tem nada a ver com terrorismo ou uma ameaça séria ao mundo ocidental e tudo a ver com a necessidade de manter o acesso às fontes de energia.

Em inglês, sem legendas.

Hoje dá na net: Léon

Léon, um assassino profissional é obrigado a tomar conta de uma miúda de 12 anos. Um filme de Luc Besson com Jean Reno e Natalie Portman. Este filme ocupa a 32ª posição no Top 250 do IMDB. Página IMDB.

Em inglês, sem legendas.

Hoje dá na net: Opium Brides

Opium Brides é uma reportagem sobre a troca de crianças por dinheiro, de abusos e de humilhação numa terra sem lei. Com a entrada do exército dos EUA no Afeganistão e com a consequente remoção do poder dos Taliban, a plantação de papoila e o tráfico de ópio floresceu, transformando o Afeganistão no maior produtor mundial. Numa terra paupérrima os agricultores são forçados a aceitar empréstimos dos traficantes de droga para poderem fazer as suas sementeiras. Se não pagam, por qualquer motivo, são obrigados a dar os próprios filhos em troca.

Esta reportagem cumpre outro propósito, dá um rosto aos habitantes do Afeganistão, coisa que só muito raramente vemos na nossa comunicação social.

Em inglês, sem legendas.

Hoje dá na net: The coming war on general computation

Na 28º Chaos Communication Congress que se realizou em Berlin, no fim do ano passado, Cory Doctorow fala sobre o futuro do computador generalista e das ameaças que este enfrenta e com ele a liberdade de expressão e de inovação na Internet. Ele mostra como somos ameaçados pelo aparecimento de sistemas fechados (como os smartphones e tablets), pelos chamados jardins murados (walled gardens) que restringem e censuram a nossa utilização da Internet como por exemplo o Facebook, Myspace e outros sites que acabam por negar ao utilizador o uso do resto da Internet. Em inglês, sem legendas.

Os maquinistas, esses nababos

Tem vindo a ser desenvolvida uma campanha na comunicação social e através de intervenções de responsáveis políticos, que retrata os maquinistas e os funcionários das empresas de transportes como gente extremamente bem paga, beneficiários de regalias inusitadas e injustas quando comparados com o resto da população. De forma indirecta sugere-se que a situação de falência técnica actual da empresa se deve a estas enormes regalias dadas aos trabalhadores em geral e ao maquinistas em particular. É óbvio que esta é uma não questão que além de mesquinha, é odiosa.

 
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Internet censurada em Espanha, a partir de Março

Não será bem como sugiro no título, o apagar das liberdades não se faz de um momento para o outro, mas a Lei Sinde que entra em vigor em Espanha em Março, é um passo nessa direcção (pode ler também o apontamento do Público). É também um passo completamente inútil para estancar o download de conteúdos protegidos com direito de cópia.

Poder-se-á, por outro lado, revelar muito mais eficiente para travar e atenuar fenómenos como este:

http://www.youtube.com/watch?v=ywrLOCh3jLM

 
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