Medidas Anti-crise: Eliminação dos Subsídios de Férias e de Natal

Este governo (e os governos anteriores) mostra uma aversão incompreensível à tomada de decisões que tenham impactos económicos visíveis. O mesmo pudor é aparente em relação a medidas que melhorem a máquina do estado, ou que enfraqueçam os interesses instalados. Parece que têm também preguiça em desenhar e implementar medidas. O amigo Álvaro parece sofrer muito deste torpor.

A lista de medidas anti-crise é longa e cheia de insucessos. Desde 2008 são tomadas medidas torpes, muitas vezes contra a própria economia. Parece ainda pensar-se que temos hipóteses de competir via o abaixamento dos salários, como se estivéssemos numa corrida para ver que consegue ser mais miserável e como se tivéssemos alguma hipótese de ganhar essa corrida.

Uma medida muito simples que o governo podia tomar, com grande impacto económico, seria a eliminação pura e simples dos subsídios de férias e Natal. Obviamente que isso não implicaria o abaixamento dos salários, simplesmente aumentava-se em um sexto o salário mensal médio (será o mesmo que pegar no salário bruto e dividir por doze para obter o salário mensal, em vez de 14 como agora fazemos) e deixava-se de pagar os subsídios. O trabalhador não perdia um tostão.

 
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