Diferenças de critérios

Um trabalhador da City, Jonathan Paul Burrows, foi proibido de trabalhar no sector financeiro porque, durante anos, usou um esquema para não pagar a viagem de comboio diária que fazia. O crime era tão simples como entrar numa estação de província, sem controlo de entradas (por torniquetes ou cancelas) e, depois, sair em Londres usando o passe que cobra apenas as viagens dentro da cidade. Burrows já pagou entretanto o que devia…

A Autoridade para a Conduta Financeira julgou inadmissível ter uma pessoa com esta conduta a trabalhar num sector tão sensível à honorabilidade dos seus intervenientes.

O contraste é marcante quando comparamos com Portugal. Temos o exemplo do Ricardo Salgado que recebe presentes de milhões de euros, que não os declara às finanças e aproveita depois a lei amnistia para “legalizar” esse dinheiro. Para o Banco de Portugal isso não é suficiente para retirar o reconhecimento de idoneidade a Ricardo Salgado e com isso retira-lo da actividade bancária.

Para que serve então o BdP? – Para falhar no caso do BPN, no caso do BPP, no caso do BES, etc, etc, etc…

Conspiração contra o BES

Há alguma campanha montada para denegrir o Grupo Espírito Santo? Ou há fogo por baixo deste fumo todo?

Ontem saiu uma notícia no Público que aponta o envolvimento do presidente do BES Angola em esquemas de branqueamento de capitais. Lá teve o senhor Álvaro Sobrinho de pagar uma pequena fiança de 500 mil euros. Curiosamente a notícia já não estava na primeira página do Público on-line pela hora do almoço, mas não entremos em teorias da conspiração, o Grupo BES gasta muito em publicidade.

Há muito mais do que isto…

 
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