Conspiração contra o BES

Há alguma campanha montada para denegrir o Grupo Espírito Santo? Ou há fogo por baixo deste fumo todo?

Ontem saiu uma notícia no Público que aponta o envolvimento do presidente do BES Angola em esquemas de branqueamento de capitais. Lá teve o senhor Álvaro Sobrinho de pagar uma pequena fiança de 500 mil euros. Curiosamente a notícia já não estava na primeira página do Público on-line pela hora do almoço, mas não entremos em teorias da conspiração, o Grupo BES gasta muito em publicidade.

Há muito mais do que isto…

 


Em 2005, temos o célebre caso Portucale. Este caso prende-se com um despacho assinado por Luís Nobre Guedes, Carlos Costa Neves e Telmo Correia dias antes das eleições legislativas de 2005 e que permitiu à Portucale, empresa do GrupoEspíritoSanto, abater mais de dois mil sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, com vista ao arranque de um projecto turístico-imobiliário. Mas já se sabe, quando é altura de largar o poder, os políticos têm de fazer favores extra para garantirem os respectivos tachos (por exemplo, Telmo Correia assinou 300 despachos na madrugada da tomada de posse de Sócrates). É claro que o dinheiro que entrou nas contas do CDS foi todo proveniente de militantes e simpatizantes.

Também 2005 surgem também suspeitas da participação do Grupo BES no caso de corrupção e tráfico de influências conhecido como Mensalão. À conta deste caso o Grupo BES cortou relações com a Impresa (grupo controlado por Pinto Balsemão) – é um bocado estranha esta atitude, quero dizer, se são publicadas notícias falsas o assunto é resolvido de outras formas, como acontece todos os dias pelos mais variados motivos. Apesar do corte de relações, Ricardo Salgado teve mesmo de prestar declarações neste caso.

Três episódios recentes sobre a influência de Ricardo Salgado

[Público em árvore morta de 8 de Março de 2010]

Na sequência das investigações ao caso Portucale, encontraram-se algumas ligações perigosas de uma empresa do Grupo Espírito Santo, a Escom, ao consórcio vencedor do concurso dos dois submarinos. Daqui se descobriu o recebimento de 30 milhões de Euros por parte da Escom, pagos pelo consorcio Alemão, pagamento para o qual parece não haver contrapartida relevante.

A Polícia Judiciária, que pelos vistos devia ter um departamento dedicado ao Grupo BES, iniciou em 2006 uma investigação sobre suspeitas de fraude na gestão dos CTT. As acusações incluem os crimes de corrupção, administração danosa, tráfico de influências, fraude fiscal, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Tudo coisas sem importância. Um dos arguidos no processo é Marcos Lagoa – presidente da ESAF, sociedade do Grupo Espírito Santo, acusado de um crime de fraude fiscal.

Em 2 de Novembro de 2006, a Guardia Civil espanhola faz rusga ao BES da calle Serrano. Podia-se na altura ler no Semanário (entretanto extinto):

A Guardia Civil fez uma rusga, ontem, às instalações do Banco Espírito Santo, em Madrid, numa operação alegadamente relacionada com o branqueamento de dinheiro, disse um porta-voz da polícia de investigação espanhola. Os escritórios da calle Serrano do BES foram encerrados logo pela manhã, tendo os jornais espanhóis começado logo pelas 11 horas da manhã a dar informações online. A notícia foi abertura do sítio da Yahoo.es, estranhando-se a relevância dada pelos americanos à notícia.

O BES respondeu, dizendo que tudo foi um equivoco.

Em 2009, o Chile abre um processo contra o BES devido às contas do Pinochet. Mais uma vez, o BES não tem rigorosamente nada a ver com este caso e colaborou sempre com as autoridades. As contas de Pinochet teriam sido fechadas antes do BES ter comprado o banco ES Bank de Miami onde as contas teriam estado.

A influência do Grupo BES vai-se sentindo em muitos casos, por vezes apenas de forma indirecta. Por exemplo na questão do caso Face Oculta, acerca dos atentados à liberdade de informação, Carlos Barbosa, antigo presidentes da PT Meios, afirmou em comissão de inquérito:

A experiência profissional de Rui Pedro Soares não lhe dá capacidade para estar num lugar daqueles, não tem passado de gestão.

Lembrar que este Rui Pedro é um boy do PS. E a seguir afirma:

Nada se passa na PT sem que haja o beneplácito do Estado e do BES para grandes estratégias e nomeações.

O BES tem 11.3% de participação na PT, naturalmente, este tipo de decisões são tomadas para agradar ao poder político. No caso colocar um boy do PS numa empresa.

Para finalizar, o BES tem ligações muito importantes aos círculos do poder. São facilmente identificáveis relações com figuras como Ângelo Correia (o homem que tem direitos adquiridos), Manuel Pinho (o homem dos cornos e que ensina por conta da EDP), Nuno Vasconcelos e Rafael Mora accionistas da Ongoing (e só de falar nessa empresa fica tudo dito), António Mexia (o tal das barragens), Durão Barroso e Freitas do Amaral.

Tendo o anterior em conta, julgo que é legítimo perguntar, acerca do Grupo Espírito Santo:

Quem é, afinal, esta gente!?

Clique na tags abaixo para ler mais artigos sobre este pilar da nossa sociedade.

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