O novo ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, deu uma aula na Columbia University sobre o colapso económico de 2008 e a crise na euro-zona numa perspectiva histórica. Vale a pena ver para termos uma ideia de como pensam os homens que estão agora à frente dos destinos da Grécia.
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Os bancos não são pessoas de bem: JPMorgam paga 9000 milhões para não ser processado
Os maiores bancos norte americanos têm pago avultadas multas devido ao seu comportamento predatório e inconsciente que ajudou a mergulhar o mundo na actual crise. As multas são grandes e parece que a justiça está a ser feita. No entanto não é bem assim, os montantes apesar de serem muito elevados não passam de trocos para estes bancos e, muito pior que isso, os crimes que foram perpetrados são escondidos, os bancos conservam por isso, até certo ponto, a sua aura de credibilidade e honra, onde não existe um átomo dessas qualidades. Além disso, as pessoas culpadas destes crimes safam-se sem um arranhão, muitas vezes recebem até bónus e, até os mais estúpidos entre eles, percebem que o crime compensa. Que incentivo têm para agir de outra forma? Quem faz uma aposta em como estes criminosos não vão reincidir? – Só um louco. Mas é exactamente o que as autoridades americanas e europeias têm feito e estão a fazer. Apostam que agora os banqueiros se vão comportar. Não admira que depois de seis anos de crise não haja luz ao fundo do túnel.
Matt Taibbi, da Rolling Stone, faz mais uma denúncia das práticas fraudulentas e mostra como foram varridas para debaixo do tapete, mostra como as próprias autoridades colaboram em toda esta fantochada. O padrão é conhecido…
Os bancos não são pessoas de bem: 5 bancos multados em 4250 milhões de dólares
Mais um escândalo no mercado de divisas que não chegará às primeiras páginas dos jornais nacionais, não será discutido e sobre o qual os comentadores não comentarão…
Edição: notícia no “The Guardian”.
Os bancos não são pessoas de bem: Como a Goldman Sachs e outros bancos controlam o FED
Mais um escândalo que está a rebentar. Carmen Segarra, antiga auditora do FED, gravou dezenas de horas de conversas com os bancos e com os seus colegas no FED. Mostra-se que os auditores são conciliadores com os bancos, não criam atritos e fazem apenas o que lhes mandam, quando deviam ser inquisidores, ter pensamento crítico e usar todos os instrumentos que têm à disposição para controlar os bancos. Chamam a isto regulatory capture, ou seja o processo pelo qual os auditores são capturados pelo auditado, transformando-os assim em meros fantoches. E estamos a falar do FED, não acredito que no BdP ou BCE seja melhor.
Um dos exemplos que é exposto é o do negócio do Santander com o Goldman Sachs, processo pelo qual o GS assumia (por um fee) a posse de certos papeis do Santander, apenas o tempo suficiente para este último passar nas auditorias da respectiva entidade reguladora! Tudo normal, portanto…
A Falência exótica do BES
http://www.youtube.com/watch?v=raH6wRmu1us
Não percebo o motivo de tentarem encontrar soluções não testadas para a questão do BES. O BES, efectivamente, está a ir à falência, apenas o está a fazer de uma forma perigosa e não convencional.
Em termos de reputação o efeito é idêntico, está destruída a reputação do BdP e do BES nem se fala. Em termos de problemas na justiça, aposto, que a confusão ainda vai ser pior do que uma falência convencional dado que não temos um quadro de referência conhecido para lidar com as disputas que vão surgir por todo o lado. Em termos de protecção aos depositantes, os depositantes são os primeiros credores num banco, logo estariam protegidos, se assim não fosse então o buraco no BES ainda é maior do que o apregoado e, nesse caso não sabemos o que estamos a salvar e vai-nos ficar muito mais caro do que os seis mil milhões anunciados.
Ou seja, este “salvamento” é tudo menos a melhor solução. A melhor solução seria deixar os mercados funcionar. Se o banco tivesse de ir à falência seria imediatamente posto sob administração judicial (podia-se nomear perfeitamente a actual administração para o fazer, até podiam mudar o nome do banco para “banco bom”!). A seguir começava-se a quitar os credores de acordo com as regras conhecidas, em primeiro lugar os depositantes, depois os credores obrigacionistas, depois os obrigacionistas subordinados e, finalmente, os accionistas.
Que raio de mensagem se dá a um pequeno accionista que foi incentivado a participar no aumento de capital (autorizado pelo BdP) há tão pouco tempo? A mensagem que se dá é que estes senhores não fazem a mais pequena ideia do que estão a fazer. Não é de admirar, se assim não fosse a crise não se arrastaria à seis anos.
Granadeiro Formula 1
Ainda bem que temos tão bons gestores, ainda no dia 30 era enviado um comunicado à CMVM que tranquilizava os investidores:
Agora, a administração da empresa veio reafirmar que se trata mesmo de um investimento de curto-prazo, com 847 milhões de euros, do total de 897 milhões, a vencerem já a 15 de Julho, enquanto os restantes 50 milhões vencem a 17 de Julho. Os investidores reagiram positivamente ao comunicado, uma vez que as datas em que vence o papel comercial são realmente próximas, tranquilizando, assim, quanto à capacidade de cumprimento.
Parece que, menos de um mês depois, Granadeiro perdeu a sinecura e a PT vai tentar lutar pelas migalhas com os outros credores do GES…
Another one bites the dust…
Depois do Barclays se ir embora, é agora a vez do BBVA sair de Portugal.
Tudo sinais de recuperação! 😦
Estamos a salvar os bancos?
Parece que sim:
Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães 
- Data: 2014-05-11 08:10
- Fonte: Público
- Autor: Isabel Arriaga E Cunha
Leia no link seguinte o artigo completo: Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães 
É claro que isto não é novidade nenhuma, era evidente que era isto que estava a acontecer desde o principio. Nem sequer é muito original. Um conselheiro da Sra. Merkel já tinha dito exactamente a mesma coisa acerca da ajuda, directa, aos bancos espanhóis.
Raios! Até os nosso pundits sabem o que se está a passar…