Vandalismo, sem Banksy

Das discussões tidas aqui no Aventar sobre o tema, fica claro que o vandalismo pode ser arte, mas é sempre vandalismo.


Em casos transcendentes poderemos tolerar esse vandalismo. Mas estaremos nós dispostos para, na procura por mais um Banksy, termos as cidades cheias de tags e porcarias do género?

A reportagem acima mostra ainda mais um ângulo deste problema, onde para além do prejuízo causado, estes borrões são também um problema de conforto e segurança.

Claramente há lugar para termos murais nas nossas cidades, penso no entanto que esses murais devem ser feitos dentro da lei.

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9 thoughts on “Vandalismo, sem Banksy

  1. Quando pintava, a minha resposta era sempre a mesma. Todos pagamos o passe, eu estou a pintar na minha parte do autocarro, comboio, ou lá o que fosse (nunca pintei eléctricos nem elevadores) Quem não gostar, não olhe.

    Alem disso, nunca pintei as casas de ninguém, nem as igrejas ou outro tipo de prédio, tanto antigo como moderno.

    Mesmo que haja murais públicos, haverá sempre quem vá fazer uns tags em locais proibidos, porque a “pica” é mesmo essa. Ou acham que pintar nos sítios permitidos vos irá trazer alguma fama? Os kudos só se ganham quando se pinta em lugares o mais inacessíveis possível, tendo também em conta a qualidade do que se desenha. O resto é conversa para encher chouriços.

    Ragz S.A.x H.C.

    • «eu estou a pintar na minha parte do autocarro»

      Acontece que que há quem preferia o autocarro sem rascunhos. Eu incluído. Usando uma metáfora, a sua liberdade de me esmurrar o nariz acaba onde começa o meu nariz.

      [adenda]
      Onde é que está a arte de pintar os vidros dos comboios? Deixa inclusivamente de se ver o nome das estações. Isto não passa de vandalismo caucionado pela impunidade. Mas se há quem goste de ver veículos de transporte pintados, como é o caso do José Marques, porque não compra um carro e se entretém a pintar as suas janelas e o seu pára-brisas?

        • Têm em algumas linhas. Mas para os que estão nas plataformas. Por acaso, a cena é deveras irritante pois, mesmo com vidros limpos, a altura e frequência das placas com os nomes das estações não permite que quem viaje em pé veja o nome da estação. Agora imagina vidros cheios de “arte”…

    • A tua parte do comboio é só tua durante a viagem. Quando sais a tua parte acaba e torna-se a parte de outro. Quando chegas ao fim do trajecto levas contigo as tuas coisa, mas parece que te esqueces de levar a treta da pintura.

  2. João José:

    Pintar janelas é limitar a liberdade dos outros.
    Além de haver surdos, que direito tem um gajo qualquer de me impedir de ver o mundo para ver apenas uma cagada que um gajo armado em deus se lembra de pespegar ali?

      • E não posso preferir o comboio sem rabiscos? Não é esse o raio de um direito? O que acontece com as pinturas ilegais é o equivalente a bater à tua porta e pintar-te a sala como eu entender, sem teres possibilidade de me impedir.

        Por outro lado, se o chamamento artístico é assim tão forte, nada impede de comprarem um comboio e de o pintarem. Ou então, comprem telas! – Moderna invenção que permite pintar sem estragar propriedade dos outros ou até mesmo de todos (como é o caso de um comboio).

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